Colite pseudomembranosa: saiba o que é, as causas, sintomas e tratamento

A colite pseudomembranosa é uma inflamação da porção final do intestino, o cólon e o reto, sendo frequentemente associada ao uso de antibióticos de espectro que varia de moderado a amplo, como Amoxicilina e Azitromicina, e proliferação da bactéria Clostridium difficile, que libera toxinas e leva ao aparecimento de sintomas, como diarreia, febre e dor abdominal.

É mais frequente em pacientes com sistema imune enfraquecido e, por isso, pode surgir em idosos, crianças, pacientes com doenças auto-imunes ou que estão em quimioterapia. Essa condição tem cura, sendo normalmente indicado para isso a troca ou suspensão do antibiótico e uso de probióticos para equilibrar a microbiota intestinal.

Outra característica da enfermidade é o aparecimento de pseudomembranas na mucosa do cólon. Embora essas falsas membranas possuam estrutura e aparência semelhantes às das membranas propriamente ditas, ou seja, ficam parecidas com as finas películas formadas por lipídios e proteínas, que revestem as células e definem seus limites, a composição das pseudomembranas é diferente. Em outras palavras: pseudomembranas são placas esbranquiçadas formadas por secreção constituída especialmente por bactérias e leucócitos mortos.

Em 20% dos casos, a colite pseudomembranosa está associada à administração de antibióticos de largo espectro para tratamento de vários tipos diferentes de infecções bacterianas. Essa estratégia terapêutica, embora muitas vezes necessária, pode trazer consigo o inconveniente de alterar o equilíbrio da flora intestinal própria dos intestinos. Tal descontrole favorece a colonização de bactérias oportunistas que agridem a mucosa intestinal. 

Sintomas

Os sintomas de colite pseudomembranosa estão relacionados com a proliferação do Clostridium difficile e produção e liberação de toxinas, levando ao aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Diarreia com consistência muito líquida;
  • Cólicas abdominais intensas;
  • Náuseas;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Fezes com pus ou muco.

O diagnóstico da colite pseudomembranosa é feito por um gastroenterologista através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e realização de alguns exames, como colonoscopia, exame de fezes ou da biópsia do material colhido da parede intestinal.

Causas

A causa mais comum da doença, portanto, é a liberação de toxinas produzidas pela bactéria C. difficile, que agridem as células epiteliais do intestino grosso, provocando inflamação, dor e diarreia, quando a microbiota normal da região é alterada pelo uso de antibióticos.

Tem sido reconhecida com mais frequência uma forma da infecção, chamada “C. difficile adquirido na comunidade”, cujos portadores não possuem registro de contato direto com a bactéria e seus esporos nem fizeram uso de antibióticos.

Fatores de risco

Além do uso impróprio de antibióticos, são considerados fatores de risco para desenvolver a colite pseudomembranosa:

  • Idade igual ou superior a 60 anos;
  • Ocorrência simultânea de outra enfermidade grave;
  • Períodos longos de internação hospitalar ou de permanência em casas de repouso;
  • Descuido com as medidas de higiene, especialmente com a lavagem das mãos;
  • Cirurgia abdominal e uso de sonda nasogástrica (tubo introduzido pelas narinas que alcança o estômago e é utilizado para drenagem do conteúdo estomacal ou alimentação do paciente);
  • Sistema imunológico debilitado;
  • Quimioterápicos para tratamento do câncer.

Diagnóstico

O diagnóstico da colite pseudomembranosa baseia-se na avaliação clínica, nos resultados obtidos nos testes laboratoriais (sangue e fezes) e em exames de imagem, como a sigmoidoscopia, a colonoscopia e a tomografía computadorizada.

A visualização de pseudomembranas na mucosa intestinal e o resultado da biópsia realizada em material coletado, assim como a contagem elevada de leucócitos (glóbulos brancos) e o achado nos exames de cultura bacteriana são elementos fundamentais para concluir o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento para a colite pseudomembranosa deve ser orientado por um gastroenterologista e, normalmente, é feito apenas com a suspensão da ingestão do antibiótico que causou o problema. Porém, nos casos em que a colite não desaparece após terminar o antibiótico, o médico pode recomendar o uso de outro antibiótico, como Metronidazol ou Vancomicina, pois são específicos para eliminar a bactéria que está se desenvolvendo no intestino.

Nos casos mais graves, em que nenhum tratamento anterior ajuda a aliviar os sintomas da colite pseudomembranosa, o médico pode recomendar fazer o tratamento com cirurgia para remover uma pequena porção do intestino afetado ou experimentar um transplante de fezes para equilibrar a microbiota intestinal. Veja como é feito o transplante de fezes.

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

Fonte: Ministério da Saúde e portal Drauzio Varella

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